quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

DICA DE LEITURA "OS 300 DE ESPARTA"



300 é uma Graphic Novel de 1998, publicada originalmente em cinco edições pela editora Dark Horse, sendo publicada no Brasil pela Editora Abril utilizando o mesmo formato, sob o título Os 300 de Esparta. A história tem roteiro, desenho e arte-final de Frank Miller e foi pintada por Lynn Varley.

A série de HQ retrata a célebre batalha das Termópilas, ocorrida em 480 aC. Quando 300 guerreiros espartanos, comandados pelo rei Leônidas, enfrentam as hordas do titânico rei Xerxes. O embate épico atingiu status de lenda, devido à desproporção entre as forças Persas e Espartanas.

Xerxes possui uma legião de combatentes; se denominando deus-rei, o rei Persa envia mensageiros por toda Grécia pedindo provas de submissão a diferentes povos. A história de caráter épico começa quando um mensageiro persa visita Esparta e ordena uma prova de obediência do povoado.

Assim se inicia uma batalha atroz, com a recusa de Leônidas e seu povo pelo tratado de subordinação. O rei marcha com os melhores guerreiros para um embate que desde o início sabia o resultado.

Os espartanos são um povo distinto, criados com os preceitos de glória, todo espartano acredita que a maior honra que se pode obter é perecer em uma batalha. Para os 300 homens que marcham para um caminho sem volta, que rumam para sua própria destruição, sua morte em batalha é um prestígio inestimável.

Mesmo com a desproporção de forças, os espartanos vencem os melhores guerreiros persas. Usando os terrenos pelo qual caminham ao seu favor, eles derrubam as maiores hordas, combatem bestas vindas de terras desconhecidas e, em seu último combate, morrem em plena luta. A história é relatada por um dos guerreiros, que teve a missão de voltar a Esparta e narrar para todos como os 300 homens morreram por sua liberdade. 













Adaptação:
Em 2007 estreou nos cinemas o filme 300, baseado nesta Graphic Novel


Título: OS 300 DE ESPARTA (5 volumes)
Título original: 300
Autor: Frank Miller
Editora: Dark Horse / Abril
Ano de Lançamento: 1998

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MULHER ESCORPIANA

Torna-se aprazível chegar ao nirvana,
quando se ama uma escorpiana.
Pois é mulher de formosura marcial.
Detentora de vasto fulgor sexual.
Militante da plena realidade.
Magnética até quando há adversidade.
Possuí peçonha em seu coração? 
Talvez quando transparece sua obsessão.
Qual sua maior qualidade?
Tem em si virtude de lealdade.
Jaspe, Opala e Topázio Imperial,
evidenciam seu constante brilho sepulcral.
Pessoa que a deseja precisa saber,
nada de escorpiana pode-se esconder.
Sempre que se abdica o desdém,
admitimos que mulher de escorpião.
Com todo fanatismo, desconfiança e sedução.
É sem nenhuma picuinha,
a deslumbrante e perpétua rainha.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

125





Venha comigo, meu bem.
Equiparar-se ao meu Sul tão frio.
Sei que seu Norte já não está feliz.
Com essa mudança que me causa calafrio.

Vamos lá, falar com o deus Tempo!
-Como pode ser o senhor tão manipulado?
Mesmo sabendo que ele dirá com apatia:
-Há tempos sou do homem um fiel escravo.

O que nos importa essa desigualdade?
Horário é algo que foi inventado.
Nosso amor transcende tal bestialidade.
Por qual razão se dobrar ao imaginário?

O Verão a nós pertence, 
pois pouco me importa o que aconteça.
Desde que as horas voem
Para que nos seus braços eu esmoreça. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Janelas escuras da alma



Percorro o interior de minhas trevas
Como quem nunca a nada teme
Pois mesmo quando há escuridão
Encontro luz na janela perene.

Mas hoje ao seguir enfadonha rotina
Encontrei Loucura prostrada a janela
Mesquinha como sempre acenou-me e perguntou:
- Você gostaria de vislumbrar luz por ela?

Aflita notei o que então ocorria
Minha fenestra encontrava-se fechada
E Loucura repleta de suas artimanhas
Por sua conversa afável  me levava.

Não se luta em uma guerra vencida
Pensei repentinamente com enorme pesar
Pois sem as janelas de minha alma

Resta-me apenas com Loucura pernoitar.

sábado, 19 de novembro de 2016

Formicidae



Conduz em peregrinação o fardo do mundo
Sorrateira vem ligeira sempre a trabalhar Não há dia tempestuoso ou solo infecundo Capaz de conter seu solene caminhar. Quem dera o Homo pudesse aprender Pois Formicidae poderia muito lhe ensinar A viver em sociedade e respeitar sua gente Usando seu presente para futuro planejar. Como a existência seria distinta Se o pequeno ser tudo comandasse No universo vil não haveria caos E a paz seria plena e única verdade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dica de leitura: A Batalha do Apocalipse



Embora muito se questione sobre a produção e qualidade da boa e velha literatura fantástica em nosso país. Não parece segredo a ninguém, que esse mercado tem crescido gradativamente com os anos, transparecendo grandes entusiastas do gênero.

Eduardo Spohr é filho de um piloto de aviões e de uma comissária de bordo, tendo, por conta disso, a chance de viajar para vários países ainda na infância, quando já produzia escritos literários. Embora não tenha religião, seu contato com diversas culturas e a iminência de conflitos na Guerra Fria, durante sua juventude, o determinaram a escrever sobre o fim do mundo e religião em seu livro "A BATALHA DO APOCALIPSE", situando a trama em várias civilizações.

A história se inicia em pleno solo nacional – ambientando a cidade do Rio de Janeiro – onde Ablon, um anjo renegado, se refugia vivendo uma vida alheia aos acontecimentos etéreos. Contudo chega o momento onde tudo evidencia que os tempos estão chegando ao fim e o anjo é convidado por Lúcifer a se juntar às suas forças nas vésperas do Armagedon – que afinal de contas se trata do embate final entre céu e inferno –, mas mesmo não concordando com a tirania imposta pelo Arcanjo Miguel, o renegado não sente confiança em se aliar às tropas negras de Lúcifer e recusa o convite enquanto procura o melhor lado para se congregar nessa última batalha divina.

O livro, além de narrar a atualidade, apresenta aos seus leitores todas as aventuras de Ablon vividas desde que fora expulso dos reinos celestes. Eduardo Spohr usa seu talento em descrever lugares distintos e sua criatividade para levar seus leitores a lugares como: As ruínas da Babilônia; antigo Império Romano; planícies da China e os nobres castelos da Inglaterra medieval.

"Os poucos que enxergavam a verdade sabiam que Miguel tinha inveja e ciúme da humanidade, por Deus ter dado a ela o mundo, a alma e o livre-arbítrio. O Príncipe dos Anjos desejava em seu íntimo acabar com todos os homens, roubar-lhes a terra e assumir o trono do Deus adormecido, pelo menos até seu despertar. Mas ele não era o único. O ambicioso Lúcifer tinha igual motivação, e fez então que se tornaram rivais. No entanto, a cada ano que se passava, à medida que a civilização florescia, engrossava o tecido da realidade. Assim, tornava-se cada vez mais difícil para os celestes agirem na esfera material, e então Miguel, indomável, arquitetou o cataclismo que, segundo ele, liquidaria de vez os "bonecos de barro". Para seu desagrado, o príncipe descobriria a verdadeira resistência da espécie terrena." (trecho do livro)

Existe na trama de forma explícita e bem formulada um romance entre Ablon e Shamira, feiticeira de en-dor. Shamira era uma feiticeira de uma tribo de Canaã até ser capturada pelo rei Nimrod, da Babilônia, para trazer de volta à vida o pai do monarca. Ao não conseguir completar o encanto, ela fugiu de Babel e conheceu Ablon, o Anjo Renegado, por quem se apaixonou. 

Os dois têm uma sólida amizade e um forte pacto de cooperação. Ao longo da história da humanidade, Ablon e Shamira viveram algumas aventuras juntos, e dentre elas a mais importante foi a derrocada do mago Zamir, o Invocador.

Eduardo, graças à sua chef d’œuvre, está na confecção de uma nova série, onde seus antigos personagens principais não surgem na trama, mas o autor usa todo o universo fantástico de A Batalha do Apocalipse para dar prosseguimento à pugna entre as entidades celestes.




Titulo: A BATALHA DO APOCALIPSE
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Desamor

Ínfima empatia de outrora Torna-se distante como primavera Neste meu inverno de pesares Saudade sinto do querer terno Estará nosso destino fadado? Futuro será o desamor? Pergunto a meu coração ingrato: -Como tanto amor lhe deixou?


E o patife então me responde: -Você sabe o que aconteceu E meu cérebro assim completa: -Em seu ego ele se perdeu. De natureza mesquinha sou pois meu amor, dantes culminante Acordou um belo dia e me deixou E assim tornou-me enfadonha amante.